terça-feira, 17 de abril de 2012

Mudei de Blog

Oi Gente, 

Este, muito provalmente, é meu último post neste blog! 

Se vocês estiveram se perguntando o porquê. Simplesmente me deu vontade, agora. Exatamente agora. Poderia ter trocada o fundo, mudado o nome (pela 4ª vez), ou feito uma super repaginada, mas resolvi mudar ao completo. Espero que o novo blog me traga mais frequência nas postagens. É assim, quando eu mudei pro Rio, eu criei o blog para não me sentir sozinha e, de alguma maneira, compartilhar tudo que eu estava passando com qualquer um que quisesse compartilhar comigo. Agora, que voltei pra São Paulo, crio um novo um blog!
Lá, vocês vão encontrar posts novos, posts daqui que serão repetidos, releituras de posts. Espero encontrar com vocês por lá. Vocês podem encontrar meu novo blog no perfil do google mesmo, nada mudou.

Um beijo, até daqui a pouco.  Moda Em Primeira Pessoa


sábado, 14 de abril de 2012

White party

Hoje eu tenho uma festa do branco da faculdade e todos sabem o quanto eu amo branco logo, amo festas do branco! Talvez nem todos saibam o quanto eu amo branco, mas deixo aqui marcada minha paixão. Aí, enfim. Estava olhando aquele site de montar looks com roupas e há um tempinho atrás montei este look aqui embaixo. COMO EU QUERIA TER TODAS ESSAS PEÇAS E USÁ-LO. É, mas não vai dar. O look acabaria ficando mais preto que branco, eu ia morrer assada (todos sabem que festas de faculdade não são lugares com o melhor ar condicionado do mundo) e, principalmente, não tenho nada disso no meu armário. Não que eu precise de mais coisas no meu closet, mas um sweater brilhante cairia muito bem, e essa sandália cairia super muito bem. O óculos é só um detalhe , não que eu ande pelas festas com óculos de sol. Nada contra também.
No final da história, devo usar o vestido do ano novo hoje. Esse aqui > eu no ano novo. Ele é maravilhoso e deve fazer um efeito incrível também. Não como um sweater brilhante por baixo de um vestido de seda branco, coberto por um colete de pele (fake, por favor), uma clutch azul pastel, sandálias de aplicações com franjas atrás e um óculos de sol pra completar. Não como isso, claro.

Mas vou tentar inventar algo pra não usar o vestido puro, eu não sei mais usar roupas puras.

Beijos bloggers, hasta luego.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quase Lollapalooza

O fim de semana que passou foi Páscoa, chocolate, família, bacalhau, comida e para muitas pessoas (mais ou menos 100 mil juntando os dois dias) foi feriado de Lollapalooza, inclusive para mim. 
Fui no dia 8, exatamente domingo de Páscoa para celebrar a data com MGMT, Foster The People, Scrillex eeeeee Arctic Monkeys ♥
Pelo que eu me lembre, nunca tinha ido a um festival, embora o clima tenha sido bem familiar na minha cabeça, acredito que as garotas com roupas meio boho, os caras magricelos e bem vestidos compondo um clima de grama, areia, chuva e muita energia sempre estiveram no meu imaginário.
Infelizmente eu não pude tirar fotos no evento por:
a) não sabia se podia levar minha câmera, que não é profissional mas troca a lente (no site tinha um desenho dela falando que não podia levar câmeras profissionais)
b)estava com medo de levar a câmera e perder/quebrar/ser roubada, sad but true
c)não tinha um câmera portátil comigo
d)meu celular é uma porcaria pra fotos
Enfim, nada de fotos do Lolla e, pra ajudar, a câmera da minha amiga foi roubada. Então, fiquem com as fotos do meu look, só faltou o chapéu que eu acrescentei depois, mas pra vocês terem uma ideia foi esse aqui > eu de chapéu. Sou louca por ele. No Lollapalooza tinham várias pessoas de chapéu, aliás. Aliás, tinham várias pessoas muito bem vestidas, bem ao estilo Coachella, me senti tão na Califórnia, Londres, seja lá onde menos em São Paulo. Roupas leves e flutantes com pegadas hippies, étnicas deram o tom do local, e uma câmera de lomografia com efeitos vintage com certeza captaria perfeitamente a vibração do festival.

 

 

Alguém mais foi ao Lollapalooza? Sentiu a mesma coisa que eu? Quero saber :)


beijos e até o próximo post

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um Teto Para Meu País

leiam leiam leiam, por favor por favor, por favor! :D

Hoje vim falar de uma das minhas paixões, inspirações e motivos para viver. Não é exagero e, embora esse blog seja majoritariamente sobre moda, eu quero falar desse assunto. hehe

Quando eu fui morar no Rio fiz muitas resoluções de ano novo: conseguir um emprego, começar a faculdade de jornalismo, viajar para Europa e África, refazer 70% do meu armário (entre doações, customizações e aquisições), emagrecer (todo mundo pede isso vai!) e... arrumar um trabalho voluntário! 
Eu sempre quis um, desejava fazer alguma coisa social, ajudar crianças, pessoas necessitadas, visitar velhinhos, qualquer coisa, mas nem sempre encontrar um trabalho desse tipo é fácil, aliás, isso é uma das coisas que eu mais ouço dos jovens, e que não deixa de ser verdade: até boa vontade precisa de pré-requisito. Todos os lugares que eu procurei em São Paulo, quando eu tinha 15,16 anos não me aceitaram por eu ser nova, não ter experiência, etc. Meus amigos falam que muitos pedem currículo. Eu entendo que é necessário comprometimento e uma seleção faz parte do processo, mas é desanimador. Enfim, no Rio, eu encontrei um trabalho voluntário incrível em um cursinho comunitário. Dei aula de redação durante o ano de 2011 às terças e, com toda certeza, foi uma experiência linda. Conheci pessoas maravilhosas, voluntários e alunos que com muita vontade e determinação alcançaram a desejada vaga na universidade e de quebra ganharam um prêmio! E não é um prêmio qualquer, o curso que eu fiz parte ganhou o prêmio Faz Diferença do jornal O Globo na categoria País. Orgulho de ter feito parte dessa linda equipe e ainda mais de saber que existe tanta gente que dorme e acorda pensando em realmente fazer a diferença.

E foi assim que chegamos ao post de hoje que da vez passada eu disse que não conseguia parar de pensar em um outra coisa que não aquelas sandálias de corda lindas, essa coisa se chama Um Teto Para Meu País. Tenho certeza que muita gente já ouviu falar, conhece alguém que participa, ou já viu em algum veículo midiático a "ONG das casinhas". 
Quando eu tive que voltar a morar em São Paulo este ano, eu fiquei com o coração na mão de deixar meu antigo trabalho voluntário e coloquei na minha cabeça que eu só voltaria se encontrasse algo novo para me dedicar e ajudar. Foi aí que, olhando todos os ganhadores do prêmio que o cursinho ganhou, eu encontrei o vencedor da categoria Razão Social e me interessei, e pesquisei, e gostei, e voltei a São Paulo, e me inscreve, e fui!

No último mês participei de três atividades do Teto (apelido carinhoso que os tetcheros dão à ONG). Comecei pela Deteccção Massiva, fui na minha primeira construção! - uma muito especial, aliás, que teve mais de 1000 voluntários e realizou a milésima casa do Teto no Brasil, e, no último fim de semana, fui na pintura da casa que construímos. QUE experiência! É de mudar o mundo, a cabeça, os pensamentos, a vida.
O Teto é uma ONG que existe há uns 11 anos, acho e lutam para erradicar a extrema pobreza da América Latina. Aqui no Brasil eles atuam há 6 e, no fim de semana passado, construíram a casa 1000. A ONG é formada por jovens universitários entre 18 e 30 anos que não vão lá para ganhar pontos extras na faculdade, nem nada em troca, vão lá porque acreditam na ideia, no projeto e na mudança. É uma ONG chilena que existe em praticamente toda a América Latina, talvez seja em toda, não tenho certeza e já construiu muitas, muitas casas mesmo. E, para vocês terem ideia, no Chile, não existe uma casa pior que a do Teto, o que isso significa? Que lá, eles conseguiram acabar com a extrema pobreza, aquelas casas que não são nem de madeira sabe? Que são feitas de lona, restos de papelão, madeirite.  Essa é uma das minhas maiores motivações. As casas do Teto são feitas de madeiras e duram e média 5 anos, isso não significa que a ONG quer que eles fiquem sem casa depois desse tempo, significa que a casa é uma motivação, um impulso para eles, em um futuro próximo, construírem uma casa de alvenaria. E o mais legal é que o Teto é composto por 3 fases, a primeira é a construção de casas, a segunda se chama habilitação social, onde os problemas da comunidade são identificados, e o Teto corre atrás para encontrar uma solução junto com os líderes da comunidade, e a terceira é a comunidade sustentável, onde a comunidade sozinha pode viver e crescer sem a ajuda do Teto. Aqui no Brasil só existe a primeira fase, em 2012 será implantada a segunda, além disso vão ser abertos dois novos escritórios, um no Rio e um no Nordeste. Lá no Chile já existem as três fases :)

Então, faço um convite a todos que estão lendo o blog e moram em São Paulo, ou que não moram e têm disponibilidade para vir para cá, a conhecerem a ONG, procurem no site, no face, no twitter, na wikipédia e, se gostarem do projeto, se inscrevam a participem! Sejam comprometidos, com cabeça a aberta e estejam prontos para encontrar vidas com situações completamente diferentes as nossas, porém que compartilham da mesma realidade, a nossa realidade do Brasil é a mesma e nós podemos, sim, mudar alguma coisa.